Família de Jerônimo Monteiro celebra milagre e batiza bebê prematura em Aparecida

Família de Jerônimo Monteiro celebra milagre e batiza bebê prematura em Aparecida

Após enfrentar diagnóstico de 1% de chance de sobrevida, pequena Eva recebe batismo no Santuário Nacional para cumprir promessa feita pelos pais  

Bruna Bello de Paula Riguetti e Jhonatan Resende Riguetti, moradores de Jerônimo Monteiro, com a filha, Eva de Paula Riguetti (Foto Arquivo Pessoal).

A história da pequena Eva de Paula Riguetti, que completa nove meses nesta semana, é marcada por superação. Nascida com 27 semanas de gestação e pesando apenas 624 gramas, a bebê desafiou e venceu prognósticos médicos desfavoráveis.

Para celebrar a alta hospitalar sem sequelas, os pais, Bruna Bello de Paula Riguetti e Jhonatan Resende Riguetti, moradores de Jerônimo Monteiro, no Caparaó Capixaba, Sul do Espírito Santo, viajaram até o Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, para cumprir uma promessa e realizar o batismo da menina.

A gestação da advogada Bruna Riguetti, de 32 anos, transcorria sem intercorrências até o quinto mês. "Minha gestação foi tranquila. Não tive pressão alta, não tive diabetes, não tive nenhum sintoma alarmante", relembra Bruna. 

No entanto, após uma queda em casa e exames de rotina, foi detectada uma restrição de crescimento intrauterino e baixa vascularização no útero. O quadro evoluiu rapidamente para a síndrome de HELLP, uma condição grave que coloca em risco a vida da mãe e do bebê. A cesárea de emergência foi realizada sob anestesia geral. Eva nasceu em estado crítico, sem sinais vitais adequados, e precisou de reanimação imediata. 

Familiares do casal, com o sacerdote que realizou o batismo em Aparecida do Norte (Foto Arquivo Pessoal).

Luta na UTI e superação

Foram 88 dias de internação, sendo 81 deles na UTI neonatal. Durante o período, o pai acompanhou os boletins médicos mais difíceis. "Os médicos falaram que ela tinha 1% de chance de sobreviver", conta a mãe.

Eva enfrentou complicações comuns da prematuridade extrema, como riscos cardíacos e oftalmológicos. A evolução, contudo, surpreendeu a equipe médica. Problemas cardíacos foram resolvidos sem cirurgia e a visão da bebê desenvolveu-se perfeitamente. "A médica falou que nunca tinha visto um olho de prematuro tão bom. Disse que aquilo só podia ser um milagre", diz Bruna.

Fé e gratidão

Em um dos momentos mais críticos, quando os aparelhos indicavam queda drástica de saturação, os pais foram alertados de que a bebê poderia não sobreviver àquela noite. "Se vocês tiverem fé, rezem. Ela não passa dessa noite", ouviu o casal. 

O casal, com Eva e familiares, em frente à Capatal do Batismo em Aparecida do Norte (Foto Arquivo Pessoal).

Foi o que eles fizeram. Bruna relata que, após um momento de oração intensa, sentiu uma paz inexplicável. No dia seguinte, Eva estava estabilizada.

A promessa de levar a filha ao Santuário de Aparecida foi o motor da família durante a recuperação. A cerimônia de batismo reuniu familiares e foi marcada pela entrega de objetos que acompanharam a bebê na incubadora. "Na frente da imagem, eu senti a confirmação do milagre. Não foi pela metade, foi por inteiro", afirma a advogada.

Atualmente, Eva segue com desenvolvimento saudável e acompanhamento médico regular em Jerônimo Monteiro. Para a família, a história vai além da medicina. "Eu tenho certeza que foi pela intercessão de Nossa Senhora. Se não fosse tudo como aconteceu, talvez nem eu, nem ela estivéssemos aqui hoje", diz a mãe.

*Com informações de matéria publicada pela Diocese de Cachoeiro de Itapemirim 

 

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Terça, 28 Abril 2026

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