Polícia Civil prende suspeito de matar o próprio irmão em Muniz Freire
Ação ocorreu na zona rural do município; outro investigado por tentativa de homicídio segue foragido
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) prendeu, na quarta-feira (28), um homem de 22 anos investigado pelo homicídio do próprio irmão, durante a Operação Esaú, deflagrada pela Delegacia de Polícia de Muniz Freire, na região do Caparaó capixaba.
A prisão ocorreu na localidade de Batatinha, zona rural do município, em cumprimento a mandado de prisão preventiva por homicídio qualificado. A vítima foi Leonardo Custódio de Amorim, de 33 anos, morto no dia 15 de dezembro do ano passado, no mesmo local.
De acordo com as investigações, o crime foi praticado com golpes de arma branca, enquanto a vítima se encontrava inconsciente, o que impossibilitou qualquer reação ou defesa. Após o homicídio, o suspeito fugiu da região para evitar a prisão em flagrante.
Segundo a Polícia Civil, mesmo intimado, o investigado não se apresentou para interrogatório durante a fase inicial do inquérito. Posteriormente, retornou ao município e passou a manter sua rotina normalmente, até ser localizado e preso.
"Em um ato de afronta à Justiça, o suspeito não se apresentou para interrogatório durante a fase inquisitorial e, posteriormente, retornou à região como se nada houvesse ocorrido. Sua prisão restaura a ordem pública e garante a aplicação da lei penal", afirmou o delegado Hélio Flávio Coco Martins, titular da DP de Muniz Freire.
Outro investigado segue foragido
Durante a operação, as equipes também realizaram diligências na localidade de São Pedro, em Muniz Freire, para dar cumprimento a um mandado de prisão contra um homem de 49 anos, investigado por tentativa de homicídio qualificado.
Nesse segundo caso, o inquérito apura um ataque cometido contra o próprio irmão, que possui deficiência, circunstância que agrava a conduta. O suspeito conseguiu fugir pouco antes da chegada dos policiais e segue foragido. As buscas continuam.
"Embora se tratem de inquéritos distintos, a Operação Esaú demonstra a intolerância da Polícia Civil de Muniz Freire com a violência doméstica e familiar levada ao extremo", destacou o delegado.
A Polícia Civil ressaltou ainda que o índice de resolutividade de homicídios na comarca permanece elevado, resultado de investigação técnica e jurídica contínua. O preso foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.
Operação Esaú
O nome da operação faz referência à narrativa bíblica do conflito entre irmãos, simbolizando a coincidência dos dois inquéritos em andamento na unidade policial, ambos relacionados à violência extrema no ambiente familiar.
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