Espírito Santo atinge 800 prisões com auxílio de reconhecimento facial
A última detenção ocorreu no Terminal de Itaparica, em Vila Velha. Suspeito possuía mandado em aberto por homicídio
O Espírito Santo registrou, na noite de terça-feira (7), a marca de 800 prisões efetuadas com o suporte da tecnologia de reconhecimento facial. O caso que consolidou o índice envolveu a captura de um homem de 20 anos, com mandado de prisão em aberto por homicídio, localizado no Terminal de Itaparica, em Vila Velha.
Do total de detidos, desde o início da implementação do sistema, 433 respondem ou foram condenados por crimes como homicídio, estupro, tráfico de drogas e roubo. O mecanismo é operado para dar cumprimento a ordens judiciais e localizar foragidos.
"O reconhecimento facial tem contribuído para localizar pessoas com mandados de prisão em aberto e ampliar a atuação das forças de segurança. Essa tecnologia permite respostas mais rápidas e fortalece o trabalho realizado pelos nossos profissionais. Seguimos investindo em inteligência, integração e tecnologia para apoiar as ações de segurança pública no Espírito Santo", afirmou o governador Ricardo Ferraço.
Dinâmica da abordagem
A ação foi executada por policiais militares do 4º Batalhão, após alerta emitido pelo Núcleo de Intervenções Rápidas (NIR), unidade vinculada à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp). O sistema apontou que o alvo possuía uma ordem de prisão expedida pela 1ª Vara Criminal de Colatina. Após a abordagem no terminal rodoviário, o suspeito foi conduzido à Delegacia Regional para o andamento dos trâmites legais.
O sistema de monitoramento atua na identificação em tempo real de indivíduos com pendências jurídicas que transitam pelas áreas cobertas pelas câmeras. Assim que ocorre a divergência de dados e a emissão do sinal visual ou sonoro, as equipes de rua são acionadas para a verificação presencial. A ferramenta faz parte dos recursos tecnológicos do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, voltado ao suporte de investigações e policiamento preventivo.
"Alcançar a marca de 800 prisões por meio do reconhecimento facial representa mais do que um número. Significa localizar pessoas procuradas pela Justiça, muitas delas investigadas ou condenadas por crimes graves, e fortalecer a atuação integrada das forças de segurança. A tecnologia amplia nossa capacidade de resposta e continuará sendo empregada para apoiar o trabalho policial", destacou o secretário da Sesp, Leonardo Damasceno.
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