Homem é morto a facadas e pedradas após discussão em bairro de Ibatiba
Suspeita de 37 anos confessou o crime e foi autuada por homicídio qualificado. O marido apontado como coautor está foragido
Um homem de 49 anos foi morto a facadas e pedradas após uma discussão com vizinhos no bairro Boa Esperança, em Ibatiba, na região do Caparaó. O crime ocorreu na noite desta semana e mobilizou equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil.
De acordo com a PM, quando os militares chegaram ao local encontraram José Roberto dos Anjos, conhecido como "Baiano", já sem vida, caído na via pública.
Discussão terminou em morte
Testemunhas relataram que a vítima teria ofendido uma vizinha, de 37 anos, e o marido dela. Após a discussão, o casal saiu da residência armado — ela com uma faca e ele com uma pedra.
Segundo os relatos, a mulher desferiu golpes de faca contra o vizinho e retornou para casa. Pouco depois, saiu novamente e atingiu a vítima mais vezes, enquanto o companheiro golpeava a cabeça do homem com pedradas. Uma testemunha afirmou ainda ter registrado imagens do crime.
Confissão e prisão em flagrante
Após constatar o homicídio, os policiais foram até a casa da principal suspeita. A mulher confessou ter esfaqueado a vítima e indicou onde a faca utilizada estava escondida. O objeto foi localizado e apreendido. Conforme a PM, a suspeita relatou que, antes do crime, pediu ao irmão que buscasse seus filhos, pois já planejava matar o vizinho.
Encaminhada à Delegacia Regional de Venda Nova do Imigrante, ela foi autuada em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, segundo informou a Polícia Civil. Após os procedimentos de praxe, a mulher foi levada ao sistema prisional. O homem apontado como coautor do crime não foi localizado até o momento.
O corpo de José Roberto foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML), da Polícia Científica, em Venda Nova do Imigrante, onde passou por necropsia antes de ser liberado aos familiares. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Comentários: