Prefeito de Muniz Freire rebate denúncias e diz que parou obra na ES-379 para economizar recursos
Em coletiva, Dito Silva detalhou que intervenção foi interrompida após Estado anunciar obras na mesma rodovia e que pagamentos realizados se referem a etapas executadas
O prefeito de Muniz Freire, Dito Silva, convocou a imprensa na manhã desta quarta-feira (18), no auditório do Cras, para prestar esclarecimentos detalhados sobre denúncias apresentadas por um vereador de oposição. As acusações sugeriam um suposto desvio de aproximadamente R$ 6,7 milhões em recursos destinados a obras de reparo de encostas na Rodovia ES-379, trecho que liga a sede do município ao distrito de São Pedro e à cidade de Iúna.
Acompanhado pelo Secretário de Planejamento e Desenvolvimento, Marciano Areias, e pelo procurador jurídico, Marcos Valério Baptista de Souza, o prefeito classificou as denúncias como "precipitadas" e explicou que a paralisação da obra foi uma decisão estratégica de gestão para evitar o desperdício de dinheiro público.
Economia e parceria com o Estado
Segundo Dito Silva, a obra municipal foi iniciada para atender a uma antiga reivindicação da comunidade de Itaici e São Pedro, devido à erosão causada pelo rio próximo ao leito da estrada. No entanto, após o início dos trabalhos, o Governo do Estado anunciou a ordem de serviço para a pavimentação completa da ES-379, um investimento de R$ 378 milhões.
"Não tem sumiço de dinheiro. A obra parou por um pedido meu, diante de uma fala com o governador. O que justifica eu gastar R$ 7 milhões em uma obra que o governador vai gastar R$ 378 milhões? Eu não gastei, eu economizei um recurso para o município que clama por tantas obras públicas", afirmou o prefeito.
Detalhamento das Medições
Para sanar dúvidas sobre o destino da verba, o Secretário Marciano Areias explicou a cronologia dos pagamentos. Foram realizadas quatro medições técnicas, mas apenas duas foram pagas, totalizando R$ 757.830,88 — conforme as notas fiscais nº 00000010 e nº 00000015.
"O serviço executado está lá. A primeira e a segunda medição foram pagas. A terceira e a quarta foram executadas, mas não foram pagas para serem quitadas posteriormente. O dinheiro está em conta, descontando o que foi pago. É o contrário da denúncia: tem coisas feitas que ainda não foram pagas", detalhou o secretário.
O procurador jurídico, Marcos Valério, reforçou que a prestação de contas está sendo analisada pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seag), com "muito zelo e afinco", e que o saldo remanescente está garantido em conta bancária.
Reação às Acusações
Questionado sobre as medidas que serão tomadas contra as denúncias, Dito Silva foi enfático ao dizer que o jurídico já trabalha no caso. "Aqueles que caluniaram nesta injúria têm que pagar por isso. Não vai ficar impune. As pessoas usam as redes sociais para ofender, mas a justiça vai criar limites", declarou.
O prefeito também destacou que pretende solicitar ao Governo do Estado a transferência do recurso economizado para outras prioridades, como galerias pluviais que sofrem com enchentes e a recuperação de estradas vicinais. Ao encerrar, Dito Silva reafirmou seu compromisso com a cidade.
"Sou um prefeito que levanta de madrugada e não tem hora para dormir. Estou há cinco anos no poder e não perdi um dia de trabalho, não tirei um dia de férias. Isso não é vaidade, é necessidade de um município que clama pelo poder público", concluiu.
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