Artigo "Sobrado Família Vivacqua"
Texto de João Paulo Dazzi Rafalsky
"A notícia da demolição do centenário Sobrado da Família Vivacqua em Castelo, no Espírito Santo, traz consigo uma tristeza silenciosa… porque não se trata apenas de um casarão demolido, é um pedaço de história que deixa de existir fisicamente.
Quando se refere ao casarão do ex Vereador, ex Prefeito e ex Deputado Estadual Archilau Vivacqua, irmão do senador Attílio Vivacqua e de Dora Vivacqua, a artista "Luz del Fuego" - de fama internacional, não estamos falando apenas de uma casa antiga, mas de uma família originária de Castelluccio Superiore, no sul da Itália e que, desde o final do Século XIX, faz parte da história cultural, econômica e política do Espírito Santo.
Casas assim são como livros de pedra — quando são demolidas, é como se queimássemos uma biblioteca inteira sem ler as histórias que estavam lá dentro.
Se compararmos com a Europa, enquanto eles preservam uma parede torta, uma ruína, um arco quebrado, porque entenderam algo que nós ainda estamos aprendendo:
patrimônio não é o que é bonito ou novo, é o que carrega memória.
Aqui no Brasil muitas vezes se confunde progresso com apagar o passado, quando na verdade os lugares mais desenvolvidos do mundo são justamente aqueles que conseguiram crescer sem destruir a própria história.
Quando se refere ao casarão do ex Vereador, ex Prefeito e ex Deputado Estadual Archilau Vivacqua, irmão do senador Attílio Vivacqua e de Dora Vivacqua, a artista "Luz del Fuego" - de fama internacional, não estamos falando apenas de uma casa antiga, mas de uma família originária de Castelluccio Superiore, no sul da Itália e que, desde o final do Século XIX, faz parte da história cultural, econômica e política do Espírito Santo.
Casas assim são como livros de pedra — quando são demolidas, é como se queimássemos uma biblioteca inteira sem ler as histórias que estavam lá dentro.
Se compararmos com a Europa, enquanto eles preservam uma parede torta, uma ruína, um arco quebrado, porque entenderam algo que nós ainda estamos aprendendo:
patrimônio não é o que é bonito ou novo, é o que carrega memória.
Aqui no Brasil muitas vezes se confunde progresso com apagar o passado, quando na verdade os lugares mais desenvolvidos do mundo são justamente aqueles que conseguiram crescer sem destruir a própria história.
Casarões caem, pessoas partem, cidades mudam, prefeitos envelhecem, colegas seguem caminhos diferentes… mas quem viveu as histórias continua carregando tudo isso dentro de si."
Vitória, 25.03.2026
João Paulo Dazzi Rafalsky
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