Grande festa vai comemorar os 115 anos de Dona Alvarina em Muniz Freire
Alvarina Campos vai comemorar seus 115 anos, neste domingo (4), e é considerada uma das mulheres mais idosas do Espírito Santo
Uma grande festa está sendo preparada para este domingo (4) para comemorar os 115 anos de Alvarina Campos, carinhosamente chamada de Nina, uma das mulheres mais idosas do Espírito Santo. O evento deve reunir mais de 200 pessoas, em Muniz Freire, e contará com uma celebração religiosa em ação de graças pela vida da centenária.
Nascida em 3 de janeiro de 1911, no distrito de Piaçu, em Muniz Freire, na região do Caparaó Capixaba, Alvarina é filha de Jorcelina Egidio da Conceição. Na certidão de nascimento, o pai consta como desconhecido. A mãe, agricultora, criou três filhas na zona rural do município.
Mesmo aos 115 anos, completados neste sábado (3), Alvarina segue ativa e participa dos afazeres do dia a dia. Atualmente, ela mora no terreiro do neto, Luiz Campos Gomes, de 54 anos, na comunidade Cristo Rei, em Assunção, distrito de Alto Norte, também em Muniz Freire. A centenária é mãe de uma filha, avó de nove netos, bisavó de oito bisnetos e tataravó de 13 tataranetos.
Simplicidade
Durante grande parte da vida, Alvarina trabalhou como lavradora nas lavouras de café da região. Mãe solteira, caminhava cerca de quatro quilômetros por dia, para garantir o sustento da filha, Laci Campos Gomes, e manter a casa. Sem acesso à educação formal, ela viveu por muitos anos em Piaçu e chegou a morar sozinha, até sofrer um acidente doméstico, quando a família decidiu levá-la para mais perto.
Segundo seu neto, Luiz Gomes, a rotina da avó é marcada pela simplicidade e por hábitos considerados saudáveis. "Ela sempre foi muito ativa. Ajuda em quase tudo em casa, só não cozinha mais por precaução. Gosta de comida simples, como canjiquinha, polenta, taioba e serralha. Acredito que a alimentação natural seja um dos segredos da longevidade dela", afirma.
O neto Luiz também recorda que a avó sempre fez questão de reunir a família, especialmente durante a Semana Santa, para partilhar pratos tradicionais, como arroz doce, canjicão e paçoca, preparados com ingredientes cultivados por ela mesma.
A alimentação sempre foi baseada em produtos cultivados pela própria família, sem uso de agrotóxicos. Contudo, tinha um outro hábito curioso que era o consumo de fumo que ela manteve até os 80 anos. O tabaco era cultivado por ela e pelas irmãs, sendo fumado em cachimbo.
Religiosidade
Devota de Nossa Senhora Aparecida, Alvarina sempre participou de romarias ao Santuário Nacional, em Aparecida (SP). E, em outubro de 2025, recebeu a visita do bispo diocesano de Cachoeiro de Itapemirim, Dom Luiz Fernando Lisboa, durante a Visita Pastoral à Paróquia Imaculado Coração de Maria, em Piaçu. O encontro foi marcado por momentos de oração e emoção.
Na ocasião, Dom Luiz agradeceu a Deus pelo dom da vida e pela saúde de Alvarina, então com 114 anos. "É um exemplo de vida e de perseverança cristã. Sua fé e lucidez são sinais da graça de Deus que a acompanha ao longo de tantos anos", destacou o bispo que esteve acompanhado do pároco local, padre Bruno Ferreira Firmino.
A comemoração dos 115 anos de Alvarina Campos acontece neste domingo (4), a partir das 10 horas, em sua residência, na comunidade Cristo Rei, em Assunção, distrito de Alto Norte, nas proximidades da BR262. Evento que também e celebrado pela Prefeitura de Muniz Freire que parabenizou a anciã oficialmente, "pela data histórica, destacando sua trajetória marcada por fé, amor, vitalidade e por representar um símbolo da história e da identidade do povo munizfreirense".
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