Inadimplência recua e 39 mil capixabas saem do vermelho
Queda registrada em abril foi a quinta consecutiva no Espírito Santo, segundo levantamento da Fecomércio-ES com base em dados da CNC
Cerca de 39 mil capixabas regularizaram dívidas em atraso em abril, contribuindo para a quinta queda consecutiva da inadimplência no Espírito Santo. Os dados são do Connect Fecomércio-ES, com base na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Segundo o levantamento, a taxa de inadimplência no estado recuou de 33,5% para 32,6% entre março e abril, uma redução de 0,9 ponto percentual. O valor médio das dívidas em atraso foi estimado em R$ 1.542,50.
A queda foi observada principalmente entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos, grupo em que a inadimplência passou de 38% para 36,8%. Entre as famílias com renda superior a esse patamar, o índice permaneceu em 8%.
Outro dado apontado pela pesquisa foi o aumento da confiança dos consumidores em relação à capacidade de quitar as dívidas. Entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos, 16,6% acreditam conseguir pagar integralmente os débitos em atraso. Já entre aquelas com renda superior, esse percentual chegou a 50%.
Além da redução da inadimplência, o levantamento mostrou uma leve queda no nível geral de endividamento das famílias capixabas. O índice passou de 87,8% em março para 87,5% em abril. O percentual considera consumidores que possuem algum tipo de compromisso financeiro, independentemente de estarem com os pagamentos em dia ou em atraso.
O cartão de crédito continua sendo a principal modalidade de dívida entre os capixabas. A pesquisa aponta que ele está presente em 92,9% das famílias com renda de até 10 salários mínimos e em 97,5% das famílias de maior renda. Também aparecem entre as principais modalidades o crédito pessoal, crédito consignado, financiamento de veículos e carnês.
Os dados mostram ainda diferenças significativas no comprometimento da renda com dívidas. Entre as famílias que recebem até 10 salários mínimos, 25,8% destinam mais da metade da renda mensal ao pagamento de compromissos financeiros. Entre as famílias de renda superior, esse percentual é de 8,3%.
De acordo com a Fecomércio-ES, a redução da inadimplência tende a ampliar o acesso ao crédito e aumentar a capacidade de consumo das famílias, fatores que podem influenciar diretamente a atividade econômica nos setores de comércio e serviços.
Com informações do Fecomércio-ES
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