Prévia da inflação cai para 0,06% em julho com queda nos alimentos, café e combustíveis
IPCA-15 registra menor variação do ano e redução do índice não foi mais intensa, por causa do aumento na energia elétrica
A prévia da inflação oficial de julho, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), ficou em 0,06%, desacelerando em relação aos 0,41% registrados em junho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado de 2026, o índice soma 3,51%, enquanto, em 12 meses, chega a 4,52%.
O resultado foi influenciado principalmente pela queda nos preços dos alimentos, do café moído e dos combustíveis. Isso compensou parte do impacto provocado pelo aumento da energia elétrica residencial.
Alimentos registram maior queda
O grupo Alimentação e bebidas apresentou variação de -0,66%, sendo o único com impacto negativo suficiente para reduzir o índice geral em 0,15 ponto percentual. Na alimentação consumida em casa, a queda foi de 1,14%, com destaque para o Tomate (-19,95%), Batata-inglesa (-10,03%) e Café moído (-3,13%). Já entre os produtos que ficaram mais caros, destacaram-se a Cebola (+7,10%) e Pão francês (+0,65%).
A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,40%, em junho, para 0,55% em julho, impulsionada principalmente pelo aumento das refeições.
Combustíveis contribuíram na redução
Outro fator importante para o resultado do mês foi a redução dos combustíveis que registraram queda média de 0,90%. As variações foram: Etanol: -2,50%, Óleo diesel: -1,32%, Gás veicular: -0,97% e Gasolina: -0,68%.
Mesmo com esse recuo, o grupo Transportes fechou julho com alta de 0,11%, influenciado pelo aumento de 11,70% nas passagens aéreas.
Energia elétrica, saúde e cuidados pessoais
O grupo Habitação apresentou a maior alta entre os nove pesquisados, com variação de 0,97% e impacto de 0,15 ponto percentual no índice. O principal responsável foi a energia elétrica residencial que aumentou 3,03%.
Isso aconteceu por causa da vigência da bandeira tarifária amarela, com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos e os reajustes aplicados por concessionárias em cidades como Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Também houve reajustes nas tarifas de água e esgoto em algumas capitais, enquanto o gás encanado registrou redução média de 0,30%.
O grupo Saúde e cuidados pessoais variou 0,28%, influenciado principalmente pelo aumento dos produtos de higiene pessoal, especialmente, perfumes, e pela incorporação dos reajustes autorizados para planos de saúde.
Rio de Janeiro teve maior inflação
Entre as áreas pesquisadas pelo IBGE, o maior resultado foi observado no Rio de Janeiro, com alta de 0,44%, impulsionada pelo aumento das passagens aéreas e da energia elétrica. O menor índice foi registrado em Belém, com -0,22%, favorecido pela queda dos preços do açaí e da gasolina.
Para o levantamento de julho, os preços foram coletados entre 17 de junho e 15 de julho de 2026 e comparados aos praticados entre 16 de maio e 16 de junho. O indicador considera famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, Fortaleza, Curitiba e Belém, além de Brasília e Goiânia.
*Com informações da Agência Gov / Via IBGE
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