Esgotamento sanitário no ES passa a empresa privada e inclui municípios do Caparaó
Parceria entre Cesan e multinacional prevê operação em 35 cidades, com impacto direto em seis municípios da região
A operação do sistema de esgotamento sanitário em 35 municípios do Espírito Santo passou a ser realizada, a partir desta segunda-feira (6), pela empresa espanhola GS Inima. A iniciativa acontece por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) com a Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan).
Na região do Caparaó Capixaba, estão incluídos no novo modelo os municípios de Apiacá, Bom Jesus do Norte, Divino São Lourenço, Dores do Rio Preto, Muniz Freire e São José do Calçado, além de outras cidades do Sul e do interior do estado. A mudança transfere à empresa privada a responsabilidade pela operação dos serviços, antes conduzidos diretamente pela Cesan.
Além dos municípios do Caparaó, os municípios que, agora, são atendidos por esse novo modelo são: Água Doce do Norte, Águia Branca, Alto Rio Novo, Aracruz, Atílio Vivácqua, Barra do São Francisco, Boa Esperança, Brejetuba, Conceição da Barra, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Ecoporanga, Fundão, Mantenópolis, Marechal Floriano, Muqui, Nova Venécia, Pancas, Pedro Canário, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São Gabriel da Palha, São Roque do Canaã, Venda Nova do Imigrante, Vila Pavão, Vila Valério e Vitória.
Previsão de investimentos
O contrato firmado tem duração de 25 anos e prevê investimentos próximos de R$ 5 bilhões em obras e melhorias no sistema. A empresa assumiu o lote após vencer leilão realizado em São Paulo no ano passado.
Segundo a Cesan, o modelo de PPP já é aplicado em municípios da Região Metropolitana, como Vila Velha, Serra e Cariacica e, agora, é ampliado para outras localidades do estado. A proposta é integrar etapas de projeto, execução e operação sob responsabilidade compartilhada.
O presidente da Cesan, Munir Abud, afirma que a ampliação do modelo de PPP fortalece a capacidade de execução e traz ganhos relevantes para a prestação dos serviços. "O modelo possibilita maior sinergia entre projeto, construção e operação, assegurando a manutenção de padrões de qualidade com base em desempenho e garante menor risco de atrasos, além de promover o compartilhamento de responsabilidades com o setor privado", acrescenta.
Ampliação do serviço
A parceria também inclui atuação da empresa Forte Ambiental, com previsão de ampliação do acesso ao serviço. A estimativa é de atendimento a cerca de 680 mil habitantes, além da geração de mais de 20 mil empregos diretos e indiretos ao longo do contrato.
O acordo é apontado como o maior já estruturado no setor de saneamento no Espírito Santo, com foco na expansão da cobertura de esgoto tratado e na execução de obras em municípios de diferentes portes, incluindo os do interior e da região do Caparaó.
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