Iema resgata mais de mil animais silvestres e reforça ações de reabilitação no ES

Iema resgata mais de mil animais silvestres e reforça ações de reabilitação no ES

Entre 2024 e 2025, 610 animais foram apreendidos em operações de fiscalização. Aves passam por processo de readaptação antes de voltarem à natureza  

Mais de 600 animais foram recuperados, pelo Iema, por meio de operações de fiscalização (Foto Iema).

O Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) registrou o resgate e a apreensão de 1.083 animais silvestres no Espírito Santo entre os anos de 2024 e 2025. O balanço inclui aves, mamíferos e répteis, sendo que 610 desses animais foram recuperados por meio de operações de fiscalização contra o tráfico e a criação irregular em cativeiro.

O processo de proteção da fauna começa com o recolhimento, que ocorre via denúncias, fiscalizações ou entregas voluntárias. Após o resgate, os animais são encaminhados ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras). No local, recebem cuidados veterinários, alimentação específica e passam por reabilitação comportamental para reduzir o contato com humanos e fortalecer a musculatura para o voo.

Reintrodução e áreas protegidas

Conforme explica o Iema, a soltura dos animais ocorre quando apresentam condições físicas e instintivas para sobreviverem sozinhos. As aves são destinadas a áreas cadastradas, como o Monumento Natural Serra das Torres que oferece ambiente seguro e compatível com as espécies.

Nos casos em que o animal possui sequelas permanentes ou perda total do instinto de sobrevivência, o destino são mantenedouros autorizados, zoológicos ou guardiões de fauna habilitados pelo Iema.

De acordo com o coordenador de fauna do Iema, Cosme Damião Valim Carvalho, o trabalho busca restaurar o equilíbrio ambiental. "Cada resgate ou apreensão representa a chance de oferecer a esses animais um novo começo. O trabalho envolve desde a fiscalização até a recuperação e a reintrodução na natureza", explica.

Entrega voluntária

Além das apreensões, o órgão incentiva a entrega voluntária de animais mantidos sem autorização. A estratégia, aliada a ações de educação ambiental, visa reduzir os índices de cativeiro ilegal e combater o tráfico de animais silvestres no estado. 

 

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