Projeto aprovado que prevê tornozeleira para agressores reforça modelo adotado no ES

Projeto aprovado que prevê tornozeleira para agressores reforça modelo adotado no ES

Programa Mulher Segura ES utiliza tecnologia para fiscalizar medidas protetivas e registra queda de 60% nos feminicídios no início de 2026  

Uma central exclusiva opera 24 horas com 17 policiais penais (Foto Sesp).

O Senado Federal aprovou o projeto de lei que estabelece o uso de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres em casos de violência doméstica, especialmente, quando houver medida protetiva de urgência. A proposta nacional segue um modelo que já opera no Espírito Santo desde 2025, por meio do programa Mulher Segura ES.

O sistema capixaba utiliza o monitoramento eletrônico para garantir o cumprimento de restrições judiciais. Quando o agressor se aproxima da vítima fora do limite permitido, alertas automáticos são enviados às forças de segurança e à mulher assistida, permitindo uma resposta imediata para evitar novos ataques.

Vanguarda tecnológica e operacional

Iniciado em Vitória e expandido para a Região Metropolitana, o projeto é executado pela Secretaria da Justiça (Sejus). Uma central exclusiva opera 24 horas com 17 policiais penais, conectada diretamente ao Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes) e à Gerência de Proteção à Mulher da Secretaria da Segurança Pública (Sesp).

O vice-governador Ricardo Ferraço destaca que a estrutura faz parte do Programa Estado Presente. "O que o Senado aprovou já praticamos no Espírito Santo. É uma iniciativa estruturada com integração e inteligência para combater a violência contra a mulher", afirmou.

Atualmente, o programa monitora cinco agressores (três em Vitória e dois na Serra). O secretário da Segurança Pública, Leonardo Damasceno, reforça que o Estado se preparou antecipadamente. "Em 2025, colocamos o Mulher Segura em funcionamento. Com a possível sanção da lei federal, o Espírito Santo já está um passo à frente no combate ao feminicídio", pontuou.

Estatísticas e redução de casos

Embora casos de repercussão ainda ocorram, marcando a sociedade capixaba como verdadeiras tragédias — como o assassinato da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayane de Castro, morta pelo ex-companheiro na última segunda-feira (23) —, os indicadores gerais apontam redução no Estado.

Entre 1º de janeiro e 18 de março de 2026, o Espírito Santo registrou quatro feminicídios, contra 10 no mesmo período do ano anterior, uma queda de 60%. O movimento acompanha a tendência de 2025 que fechou o ano com 35 registros, seis a menos do que em 2024. 

 

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Quinta, 26 Março 2026

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