Aumento de casos de dengue em Alegre alerta para intensificação na prevenção e vigilância
Os dados estão no Plano Municipal de Saúde que aponta um salto de 317 para 2.035 registros da doença, entre 2023 e 2024, e combate depende de engajamento da população
A dengue figura entre os principais temas de acompanhamento da saúde pública no município de Alegre. De acordo com dados do Plano Municipal de Saúde, as notificações da doença saltaram de 317 casos registrados em 2023 para 2.035 em 2024. Este cenário, segundo a Prefeitura, tem elevado a necessidade de estratégias contínuas de prevenção, vigilância vetorial e engajamento da comunidade no controle das arboviroses.
O avanço dos índices em Alegre acompanha o panorama observado em diferentes regiões do país. Especialistas apontam que fatores como alterações climáticas, intervalos de calor intenso, regime irregular de chuvas e a adaptação do mosquito transmissor ao ambiente urbano favorecem a proliferação do Aedes aegypti e dificultam a contenção dos focos.
Fatores ambientais e focos domésticos
A combinação de altas temperaturas e chuvas intercaladas cria o ambiente adequado para a reprodução do vetor. O armazenamento incorreto de água e a exposição de recipientes que acumulam líquidos são apontados como os principais agravantes.
Mesmo com as operações de rotina realizadas pelo município, os relatórios técnicos, conforme informações da Vigilância, indicam que a maior parte dos criadouros do mosquito permanece em propriedades residenciais. Os pontos críticos incluem caixas d'água destampadas ou sem vedação adequada; calhas e ralos obstruídos e sem manutenção periódica; recipientes variados expostos ao acúmulo de água da chuva; pneus e materiais de descarte armazenados em áreas abertas; e vasos de plantas e reservatórios sem cobertura.
Monitoramento e ações da Vigilância
O enfrentamento da doença em Alegre é executado pelas equipes de Vigilância Ambiental e Epidemiológica, ligadas à Secretaria Executiva de Saúde (SESA). O trabalho envolve identificação de focos, investigação epidemiológica e controle químico e biológico.
Durante o ano de 2024, o balanço oficial das atividades de campo, no município, registrou 48.051 Inspeções realizadas em imóveis; 1.067 imóveis avaliados pelo LIRAa; 1.565 análises laboratoriais de larvas e pupa; 205 aplicações de inseticida para bloqueio; 160 nebulizações costais executadas; e 8 ações com carro fumacê.
Segundo a Prefeitura, a estrutura de Vigilância em Saúde atua de forma integrada à Atenção Primária e às Unidades Básicas de Saúde (UBS). As frentes de trabalho envolvem desde o georreferenciamento de casos e bloqueios de transmissão até ações educativas e orientações diretas aos moradores.
Impactos na rede e Unidade Sentinela
O crescimento expressivo das notificações em 2024, em Alegre, gerou reflexos diretos na demanda por atendimento médico e acompanhamento de pacientes com suspeita da doença.
Para absorver o fluxo de usuários no período crítico, o município ativou a Unidade Sentinela Dengue, viabilizada em parceria com a Casa de Caridade São José. A estrutura funcionou como centro de triagem e hidratação, permanecendo em atividade até julho daquele ano devido à persistência do volume de casos. As vistorias e o monitoramento epidemiológico foram mantidos de forma contínua, mesmo com os impactos decorrentes de eventos climáticos nas instalações de saúde.
A coordenação do setor ressalta que a eliminação dos criadouros, antes do aparecimento dos sintomas gerais, continua sendo o método mais eficiente para interromper o ciclo de transmissão e evitar novos picos epidêmicos.
Canais de atendimento e informações
Para dúvidas, notificações de focos ou orientações sobre os serviços de saúde, as pessoas podem entrar em contato com a Secretaria Executiva de Saúde (SESA) pelo telefone (28)3300-0108.
Dados atualizados sobre as campanhas de saúde e cronogramas de atendimento estão disponíveis nos canais oficiais da Prefeitura de Alegre.
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