Procon-ES alerta sobre riscos e venda ilegal de “canetas emagrecedoras”
Instituto reforça que a comercialização sem receita e a publicidade enganosa ferem o Código de Defesa do Consumidor e colocam a saúde em risco
O Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-ES) emitiu um alerta à população capixaba sobre a venda irregular das chamadas "canetas emagrecedoras". O produto tem sido amplamente divulgado em redes sociais com promessas de emagrecimento rápido, fácil e, perigosamente, sem menção aos riscos envolvidos.
Muitos desses anúncios omitam a origem do medicamento, o registro na Anvisa e os possíveis efeitos colaterais. Essa falta de transparência fere diretamente o direito fundamental do consumidor à informação clara e à segurança.
Venda sem receita é ilegal
É fundamental destacar que esses produtos são medicamentos controlados. De acordo com as normas sanitárias vigentes, a venda só é legal mediante a apresentação de receita médica. A Anvisa reforçou recentemente as exigências de prescrição para evitar o uso indiscriminado e o mercado ilegal.
Segundo a diretora-geral do Procon-ES, Letícia Coelho Nogueira, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) é rigoroso quanto a produtos que oferecem risco. "Promessas de emagrecimento rápido, sem informações claras ou sem comprovação, podem ser consideradas propaganda enganosa. Essas práticas podem gerar fiscalização e punições aos responsáveis", destacou.
Publicidade enganosa
A oferta por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais muitas vezes esconde esquemas de falsificação ou produtos sem qualquer garantia de qualidade. Além disso, a legislação proíbe anúncios que utilizam imagens de "antes e depois" ou depoimentos sem comprovação científica para induzir o consumidor ao erro. Empresas, vendedores e influenciadores digitais que divulgam ou facilitam a venda irregular também podem ser responsabilizados legalmente.
Orientações ao consumidor
Para não cair em golpes ou colocar a vida em perigo, o Procon-ES recomenda:
- Desconfie de resultados "milagrosos" ou muito rápidos;
- Consulte sempre a Anvisa para verificar se o medicamento é regularizado;
- Jamais compre medicamentos em sites desconhecidos ou perfis de redes sociais;
- Exija nota fiscal e verifique as informações completas na embalagem.
O uso dessas substâncias exige, obrigatoriamente, o acompanhamento de um profissional de saúde, sob o risco de reações adversas graves e agravamento de doenças preexistentes.
Caso encontre publicidade enganosa ou venda irregular, o consumidor pode registrar uma denúncia através do canal Denúncia Eletrônica, no site oficial: www.procon.es.gov.br.
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