TSE destaca segurança e transparência do sistema eleitoral a representantes diplomáticos
Sessão informativa reuniu representantes de 91 países e organizações internacionais em Brasília para detalhar procedimentos das Eleições 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu, em Brasília, embaixadores e representantes do corpo diplomático para detalhar os procedimentos, tecnologias e mecanismos de segurança previstos para as Eleições Gerais de 2026. O encontro integra o Programa de Convidados Internacionais e reuniu representantes de 91 países e três organismos internacionais: a Liga dos Estados Árabes, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia.
Durante a abertura da sessão informativa, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, destacou os aspectos do processo eleitoral brasileiro. "O Brasil tornou-se, ao longo das últimas décadas, uma referência mundial na realização de eleições. A vanguarda entre as democracias representativas contemporâneas é resultado da contínua construção de um processo eleitoral eficiente, ancorado em normativos modernos e em sistemas tecnológicos capazes de garantir a transparência, a segurança e a credibilidade das eleições", declarou.
O presidente do TSE informou que foram convidados para acompanhar a votação órgãos dos países de língua portuguesa, a União Interamericana de Organismos Eleitorais e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral. As Missões de Observação Internacionais acompanharão etapas como auditorias públicas, preparação de urnas, votação e totalização de votos. Entre os dias 2 e 4 de outubro, o tribunal realizará uma programação para cerca de 80 autoridades internacionais, incluindo visitas a seções eleitorais.
Combate à desinformação e normas
O ministro abordou o uso de tecnologias digitais no pleito e as medidas normativas do tribunal. "No campo normativo, propus ao Tribunal que acrescentasse, na resolução que regula a propaganda eleitoral, o artigo que determina que as plataformas digitais apresentem planos de conformidade para as eleições, detalhando as medidas destinadas a prevenir e mitigar riscos à integridade do processo eleitoral, como a remoção de conteúdos, a suspensão de perfis, o fornecimento de dados e a interrupção de propaganda irregular", afirmou.
Kassio Nunes Marques também falou sobre o impacto da inteligência artificial. "Como é de conhecimento em todos os países democráticos, agigantam-se as possibilidades de mau uso da inteligência artificial nas disputas eleitorais. A produção de vídeos e áudios que visam manipular ou disseminar conteúdos capazes de enganar o eleitorado, distorcer o debate público ou comprometer a livre formação da vontade política é uma triste realidade desta década", enfatizou.
O ministro Dias Toffoli apresentou aspectos organizacionais da Justiça Eleitoral e ressaltou a atuação na checagem de contas, cadastro e julgamentos. "A Justiça Eleitoral brasileira cumpre o papel muito claro de deixar que o cidadão vote livremente e de computar esse voto sem nenhum tipo de desvio", apontou.
Dados do eleitorado e estrutura logística
Nas Eleições de 2026, serão definidos os cargos de presidente e vice-presidente da República, 27 governadores, 54 senadores, 513 deputados federais e 1.059 deputados estaduais. A estrutura envolve:
- 560.011 urnas eletrônicas distribuídas em 2.641 zonas eleitorais;
- Mais de 497 mil seções eleitorais nos mais de 5,5 mil municípios;
- Aproximadamente 2 milhões de voluntários, além de servidores, Ministério Público, Forças Armadas e forças de segurança pública.
O assessor especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, Frederico Alvim, tratou do impacto da desinformação nas instituições e destacou que os indicadores do processo eleitoral brasileiro superam médias internacionais.
O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, reforçou que a urna eletrônica opera de forma off-line e executa programas inspecionados, contando com 40 oportunidades de auditoria. Segundo o secretário, o sistema acumula 30 anos de uso sem registros comprovados de fraude.
A secretária da Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral, Juliana Sesconetto, informou que o Brasil possui cerca de 159 milhões de eleitores, sendo 2 milhões de pessoas com deficiência e 1 milhão inscritas no exterior. A assessora-chefe de Gestão da Identificação, Marília Loyola, apresentou dados da Identificação Civil Nacional (ICN), gerenciada pelo TSE, que reúne a biometria de 170 milhões de pessoas. Também foi citado o aplicativo e-Título, que conta com mais de 60 milhões de usuários. Ao fim do evento, os diplomatas participaram de uma votação simulada.
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