Prematuros e crianças com comorbidades podem ser imunizadas contra VSR no ES

Prematuros e crianças com comorbidades podem ser imunizadas contra VSR no ES

Estado iniciou aplicação do anticorpo Nirsevimabe pelo SUS, para reduzir casos graves de bronquiolite e pneumonia em público vulnerável  

Foto Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Desde o dia 9 deste mês, a Secretaria da Saúde do Espírito Santo (Sesa) está realizando a estratégia estadual de imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) voltada a crianças prematuras e com comorbidades. A ação segue as diretrizes do Programa Estadual de Imunizações (PEI) e utiliza o anticorpo monoclonal Nirsevimabe, recentemente incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O VSR é uma das principais causas de infecções do trato respiratório inferior em bebês e crianças pequenas, podendo provocar quadros graves de bronquiolite e pneumonia, sobretudo em recém-nascidos prematuros e em pacientes com condições clínicas associadas.

Público-alvo e critérios de aplicação

De acordo com a Nota Técnica nº 05/2026-SESA, o Nirsevimabe está indicado para bebês prematuros nascidos, com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e 6 dias, independentemente do peso, e crianças de até 24 meses com comorbidades, como cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunocomprometimento, Síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias congênitas das vias aéreas.

O Nirsevimabe oferece proteção imediata contra o vírus, sem necessidade de estimular o organismo a produzir anticorpos, representando um avanço importante na prevenção de casos graves.

Como funciona a aplicação

Para prematuros, a aplicação ocorre de forma contínua ao longo do ano, preferencialmente, ainda na maternidade. Já para crianças com comorbidades, a oferta é concentrada no período de maior circulação do vírus, entre fevereiro e agosto.

Em apenas quatro dias de implantação no Espírito Santo (de 9 a 12 de fevereiro), foram realizadas 122 administrações — 99 em bebês com menos de 5 kg (dose de 0,5 ml) e 23 doses de 1 ml.

O secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, destaca que a iniciativa fortalece a prevenção de internações e óbitos infantis. Segundo ele, a incorporação do Nirsevimabe ao SUS amplia a capacidade do sistema público em prevenir casos graves de infecção respiratória e reforça o compromisso do Estado com a proteção da infância.

Onde acessar o imunobiológico

A oferta ocorre diretamente em maternidades habilitadas, além de Centros de Referência da Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (CRIE e CIIE) e outras unidades da rede SUS, mediante validação clínica. Todas as doses aplicadas devem ser registradas no sistema Vacina e Confia, garantindo rastreabilidade, monitoramento e farmacovigilância. 

 

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