Vitória completa 600 dias sem registro de feminicídio e reforça ações de proteção às mulheres
Capital capixaba marca dado histórico com mobilizações educativas e fortalecimento da rede de acolhimento
Vitória atingiu a marca de 600 dias sem registro de feminicídio, um dado considerado histórico e que reflete o trabalho integrado de prevenção à violência contra a mulher desenvolvido na capital capixaba. O resultado é atribuído à atuação conjunta da Prefeitura de Vitória, do Judiciário, das forças de segurança, de entidades da sociedade civil e da própria população.
Para reforçar o compromisso com a segurança e a proteção das mulheres, a Prefeitura realiza, nesta quinta-feira (29), uma série de ações educativas e simbólicas em diferentes pontos da cidade.
As atividades começam às 7h30, com a ação "Maria da Penha vai à Feira", na feira livre da Praia do Canto. A iniciativa leva orientação, informação e acolhimento à população, além da distribuição de mudas, reforçando a importância do cuidado contínuo com a vida.
Já por volta das 11h30, em frente ao Shopping Vitória, serão distribuídas sementes de pau-ferro, árvore típica da Mata Atlântica. Cada semente representa um dia sem feminicídio, simbolizando esperança e compromisso com um futuro mais seguro para as mulheres da capital.
Políticas públicas integradas
Para o secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi, o marco é resultado de um esforço coletivo que precisa ser permanentemente renovado.
"Chegar a 600 dias sem feminicídio é fruto de um trabalho sério, integrado e comprometido com a vida. Mas não podemos baixar a guarda. Cada ação e cada política pública existem para garantir que as mulheres de Vitória sigam vivas e protegidas", afirmou.
Rede de proteção e acolhimento
O resultado é sustentado por um conjunto de ações permanentes de prevenção, acolhimento e resposta rápida. A capital conta com uma ampla rede de proteção às mulheres em situação de violência, que inclui:
A coordenadora do Cramsv, Fernanda Vieira, reforça a importância do acolhimento humanizado.
"Por trás desse número existem histórias que foram interrompidas a tempo. Nosso trabalho é acolher, orientar e caminhar junto com cada mulher que procura ajuda", destacou.
Já a subsecretária da Mulher, Deborah Alves, pontua que o município segue investindo em políticas estruturantes.
"Vitória mostra que é possível enfrentar a violência contra a mulher com planejamento, sensibilidade e união", completou.
Números do atendimento
Dados do Cramsv, vinculado à Secretaria Municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho (Semcid), mostram a dimensão da rede de proteção:
10.723 mulheres atendidas entre 2022 e 2025 34.534 atendimentos acumulados de 2006 a 2025 33 Botões Maria da Penha ativos atualmente 47 acionamentos do dispositivo entre 2022 e 2025 Com informações da prefeitura de Vitória
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